PROPRIEDADES DO ALECRIM
Rosmarinus Officinalis
Arbusto de origem mediterânea, muito utilizado como condimento e erva aromática, como erva medicinal pode ser utilizado para vários fins como reumatísmo e dores musculares.
Descrição : Arbusto perene da família das
Labiadas, de numerosas folhas estreitas, duras e sempre verdes. Possui
um intenso perfume nas folhas e nas flores que são azul-claro.
As folhas são duras, opostas, sésseis, persistentes e numerosas, com borda enrolada para dentro ao longo da nervura central.
As flores se apresentam em pequenos cachos na parte final e possuem coloração azul-violeta.
Suas folhas são verdes em cima e brancas na parte inferior.
Toda a planta desprende um odor que se assemelha muito ao do incenso.
O alecrim é uma das ervas mais conhecidas, sobretudo pelo seu aroma característico.
Usado tradicionalmente para fortalecer a
memória, é muito tomado para auxiliar nos estudos e no desempenho nos
exames e para afastar o esgotamento mental.
Habitat : Cresce nas regiões
quentes. Seu nome científico deriva do fato de que suas folhas parecem
recobertas de uma poeira branca, como rocio, e porque tem preferência
pelas regiões expostas à atmosfera marinha — rosa marinha.
História : Os
gregos a denominavam "flor por excelência", e dela se serviam para
entretecer suas coroas, com as quais cobriam a cabeça por ocasião de
certas festas.
Em alguns lugares costuma-se misturar o alecrim com galhos de buxo na cerimônia do benzimento das palmas no Domingo de Ramos.
Em
Roma figurava, juntamente com o cipreste, no culto aos mortos. É uma
planta que desde tempos imemoriais tem sido objeto de muitas lendas. O
verdor de suas fiastes com muitas folhas era considerado como um símbolo
de imortalidade.
No norte da França dizem que
existe o costume de se colocar um ramo de alecrim nas mãos do defunto e
depois plantá-lo sobre o seu túmulo.
Muita gente ainda se recorda da canção infantil que dizia: "Eu desci ao jardim para colher alecrim."
O
alecrim é uma especiaria amplamente utilizada; A tradição dita que o
alecrim apenas crescerá em jardins aonde a mulher é a "chefe da casa." A
planta foi usada na medicina tradicional por suas propriedades
adstringentes, tônicas, carminativas, antiespas-módicas, emenagogas e
diaforéticas. Os extratos e o óleo volátil foram usados para promover o
fluxo menstrual, e como abortivos.
As
propriedades do alecrim são conhecidas desde a mais remota antiguidade.
Hipócrates já a recomendava assim como Dioscóride e os médicos árabes.
Sua voga foi extraordinária na Idade Média e Renascença. O alcoolato de
alecrim tornou-se famoso com o nome de "água da rainha da Hungria" e fez
furor na corte de Luís XIV. Era o medicamento preferido de Madame de
Sevigné. O remédio teria sido inventado pela rainha Elizabeth (filha de
Wladislas Lokietak, rei da Polónia), que nasceu em 1306 e desposou em
1320 Charles-Robert d'Anjou, rei da Hungria, morto em 1381. Esta água curava a gota e a paralisia.
Parte utilizada: folhas, flores, óleo essencial.
Plantio : Multiplicação: propaga-se por sementes, estaquia e mergulhia (mudas).
Cultivo: o plantio deve ser feito em solos secos, leves, porosos, com espaçamento de 0,5m X 1m;
Colheita: colhe-se os ramos, o ano todo, podando as plantas mais viçosas.
A conservação das folhas faz-se dessecando-as à sombra e em local ventilado, acondicionando-as em vasilhame sem ar.
Propaga-se bem em solos secos, pobres e bem drenados. Adapta-se melhor ao clima subtropical.
O plantio deve ser feito antes da floração intensa. Prefere locais ensolarados, bem iluminados e sem vento.
Modo de Conservar : Use
as folhas e flores frescas ou secas a à sombra, e em local ventilado.
Após a secagem devem ser adicionados em vidros escuros e bem tampados,
em ambiente seco e arejado, ao abrigo da luz solar
Origem : Regiões
do Mediterrâneo e foi introduzido no Brasil pelos colonizadores, que
lhê davam lugar de honra na medicação natural e sempre acompanhou os
bandeirantes nas suas entradas e bandeiras.
Para que serve o alecrim
Dosagem :
Combate as dores musculares. Ativa as funções do pâncreas e é anticonvulsivo.
Pode ser usado também como inseticida. Para esse fim, mistura-se uma
xícara de óleo de alecrim em dois litros do chá de fumo. Bata no
liquidificador e aplique, como se faz com um inseticida. Como tempero
suas folhas utilizadas para temperar carnes e peixes.
Xarope - para 1/2 litro de xarope adicionar o suco de 4 colheres de folhas e tomar 1 colher de sopa a cada 3 horas.
Infusão - 1 xícara de folhas em 1/2 litros de agua, tomar uma xícara de chá a cada seis horas.
Pó cicatrizante - usa-se as folhas secas reduzidas à pó.
Tintura
- 50 gramas de folhas frescas em um litro de álcool, deixe cinco dias
em maceração, coar e guardar em um vidro escuro. Dor de cabeça de
origem digestiva Em 1 xícara de chá, coloque uma colher de sobremesa de
folhas picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe.
Tome 1 xícara de chá antes ou após as principais refeições. Problemas
respiratórios xarope: para 1/2 litro de xarope adicionar o suco de 4
xíc. de cafezinho de folhas frescas, tomar 1 colher de sopa a cada 3
horas.
Infusão: 1 xícara de cafezinho de folhas secas em 1/2 litro de água, tomar xícara de chá a cada 6 horas.
Tintura:
10 xícara de cafezinho de folhas secas em 1/2 litro de álcool de
cereais ou aguardente, tomar 1 colher de chá 3 vezes ao dia em um pouco
de água; para a maioria das indicações, inclusive hemorróidas.
Pó - as folhas secas reduzidas a pó têm bom efeito cicatrizante.
Princípios Ativos: Saponinas,
flavonóides, nicotinamida, colina, pectina, taninos, rosmaricina,
vitamina C, óleo essencial (pineno, canfeno, cineol, borneol,
eucaliptol, acetato de isobornila, valerianato de isobornila, cânfora).
Toxicologia : Gestantes.
Em doses elevadas pode provocar irritações gastrointestinal, nefrite, intoxicação, aborto, irritações na pele. Não
é recomendado para prostáticos e pessoas com diarréia. Embora o óleo
possa ser usado com segurança como condimento para alimentos e as folhas
inteiras são usadas como uma erva fresca e especiaria, a ingestão de
grandes quantidades do óleo pode ser induzir a toxicidade. A toxicidade
do óleo é caracterizada por uma irritação do estômago e do intestino,
por danos aos rins. Embora o óleo de alecrim é irritante à pele de
coelhos, geralmente não é considerado ser um agente sensibilizante à pele
humana. Existem pelo menos 3 relatos de casos de convulsões tóxicas
associadas ao alecrim. As cetonas monoterpénicas da planta são potentes
convulsantes com propriedades epileptogénicas conhecidas.
Precauções: Afeta o ciclo menstrual.
Efeitos colaterais:As
preparações que contêm o óleo essencial podem causar o eritema, e
produtos cosméticos podem causar a dermatite em indivíduos sensíveis. Um
exemplo de asma ocupacional causado pelo alecrim foi relatado.
Fotossensibilização em uso tópico.
Superdosagem: Embora
o óleo possa ser usado com segurança como condimento para alimentos, e
as folhas inteiras são usadas como uma erva fresca e especiaria, a
ingestão de grandes quantidades do óleo pode ser induzir a toxicidade.
Aromaterapia :
O
alecrim cânforado pode ser usado para melhorar a memória, analgésico e
expectorante, o alecrim cineoal e expectorante e analgésico, o alecrim
verbenona é usado como anti-stress, descongestionante hepético e em má
circulação, o óleo resina do alecrim é um antioxidante e regenerador do
fígado.
Posologia:
As
folhas do alecrim, para o tratamento da dispepsia, hipertensão e o
reumatismo, em doses de 4 a 6g/dia, como alimento ou em infuso; O óleo
essencial em doses 1ml para banhos; 2g de folhas frescas (1 colher de
sobremesa para cada xícara de água) em infuso para uso interno em todas
as indicações; Tintura canforada ou óleos para massagens em dores
reumáticas e musculares; Como fitocosmético em xampus (shampoos), loções
capilares e dentifrícios em concentrações de 3 a 5%.
Farmacologia:
O
alecrim é um agente antimicrobial bem conhecido. As folhas moídas são
usadas como um repelente natural e eficaz contra pulgas e carrapatos. O
óleo de alecrim possui ações antibacteriana e antifungosa marcante e
também exibe propriedades antivirais. A atividade contra bactérias
inclui as espécies Staphylcoccus áureo, Staphylcoccus albus, Vibrio
cholerae, Escherichia e Corynebacteria. Um estudo relata que o óleo de
alecrim é maisativo contra as bactérias gram-negativas(Pseudomonas) e
gram-positivas (Lactobacillus) de "deterioração da carne"; O efeito do
alecrim contra a Cândida albicans também foi descrito; Um outro
relatório descreve a inibição de crescimento do Aspergillus parasiticus
pelo óleo de alecrim; O alecrim é ineficaz no tratamento de lêndeas e
piolhos; Vários relatórios avaliando os efeitos anticancerosos do
alecrim estão disponíveis na literatura. O extrato induz a quinona
redutase, uma enzima anticarcino-gênica. Outros mecanismos
anticancerosos incluem os componentes polifenólicos do alecrim, que
inibem a ativação metabólica dos pró-carcinógenos pelas enzimas de Fase l
(P450), e a indução da via de desintoxicação causada pelas enzimas de
Fase II (glutationa S-transferase); Resultados de estudos em animais:
Suplementação dietética de 1 % de extrato de alecrim a animais de
laboratório conduziu a uma diminuição de 47% na incidência de tumores
mamários induzidos experimentalmente, quando comparados aos controles.
Este extrato foi encontrado melhorar a atividade das enzimas que
desintoxicam as substâncias reativas no fígado e no estômago dos
camundongos. Os tumores de pele nos camundongos foram inibidos pela
aplicação do extrato de alecrim à área. Outros estudos em animais
mostraram uma inibição da síndrome do desconforto respiratório adulto em
coelhos, redução da permeabilidade capilar e uma atividade
antigonado-trófica em camundongos. O alecrim também inibe a ação
uterotrópica do estradiol e da estrona em 35% a 50%, quando comparado
com os controles.
Estudos clínicos: O
alecrim também aumentou a desintoxicação de carcinógenos nas células
epiteliais brónquicas humanas. O composto diterpénico encontrado no
alecrim, ácido carnósico, possui um forte efeito inibitório contra a
enzima HlV-protease; Diversos estudos relatam as ações antioxidáveis do
alecrim. O carnosol e o ácido carnósico são responsáveis por mais de 90%
da atividade antioxidante do extrato de alecrim. Ambos os compostos são
potentes inibidores da peroxidação de lipídio e são ótimos sequestradores de radicais de peroxil. A atividade antioxidante depende
diretamente da concentração de diterpenos como estes. Os antioxidantes
do alecrim possuem uma atividade sequestradora de radicais menor do que
aquela produzida pelos polifenóis do chá verde, porém apresentam um
potencial maior do que a vitamina E; Vários relatórios descreveram
outras ações do alecrim, incluindo uma ação espasmolítica no músculo
liso e cardíaco, alteração da ativação de complemento, efeitos hepáticos
e imunológicos, além da aromaterapia para o tratamento da dor crônica.
O alecrim também pode reverter dores de cabeça, reduzir o estresse, e
ser beneficiai no tratamento da asma e da bronquite. A farmacologia do
alecrim foi revisada.
Farmacologia:
Dores de cabeça, enxaqueca, esgotamento nervoso.
O alecrim pode aliviar rapidamente dores de cabeça causadas pelo excesso de trabalho e pela tensão nervosa.
Para dores de cabeça ligadas à tensão arterial, combine-o com tília (Tília spp.). Também pode ser útil nas enxaquecas.
Tonificante e antioxidanle, o alecrim estimula a
digestão e o fluxo do sangue pelo corpo, sendo útil para quem tem baixos
níveis de energia, sobretudo se ligados a hipotensão ou falta de
apetite.
E bom para quem não consegue ficar forte após uma
doença prolongada ou devido a má digestão e circulação. Para melhores
resultados, tome a tisana ou tintura de alecrim antes das refeições
durante vários meses.
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